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A afirmação de que o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo é bastante conhecida, mas controversa. O motivo é que não há uma única metodologia para medir o consumo país a país. Mas é fato que somos um dos maiores consumidores de agroquímicos do mundo. Somos também o segundo maior comprador de agrotóxicos produzidos na Europa, mas cujo uso é proibido em território europeu. 
 
No Brasil, 474 agrotóxicos foram liberados em 2019, número considerado recorde desde 2005, quando o Ministério da Agricultura começou a divulgar os dados. Em 2020, 405 haviam sido liberados até o fim de novembro.
 
O uso de agrotóxicos está relacionado a problemas de saúde - não só a dos consumidores, mas inclusive a dos trabalhadores rurais, que entram em contato direto com os químicos. Câncer, desregulação endócrina, infertilidade, além de intoxicação, são os problemas listados. Os pesticidas e herbicidas também são responsáveis por contaminar solo e água, e por matar abelhas - essencial para a polinização e reprodução de espécies vegetais.
 
Consumir mais alimentos orgânicos é o melhor jeito de enfrentar a questão. Além de melhorar a alimentação e ajudar a proteger o meio ambiente, a compra dos produtos orgânicos incentiva a agricultura familiar e preserva as raízes e cultura da população rural. A criação da Orgânico Gourmet, em 2019, partiu desse propósito: oferecer uma opção de alimentação segura, saudável, muito saborosa e bem preparada - e a preços acessíveis. 
 
Quanto agrotóxico!
Desde 2001 a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) analisa periodicamente amostras de legumes e frutas consumidos em larga escala pelos brasileiros. A investigação tem como objetivo verificar se há uso de agrotóxicos acima do permitido nas lavouras, e qual é o seu risco agudo (efeitos que se sente dentro de 24 horas, como dor de cabeça e náuseas). 
 
Na última pesquisa, feita entre 2017 e 2018, 23% das amostras dos 14 alimentos analisados (abacaxi, alface, arroz, alho, batata-doce, beterraba, cenoura, chuchu, goiaba, laranja, manga, pimentão, tomate e uva) acusaram uso indevido dos aditivos agrícolas. 
 
Laranja, goiaba e uva foram os alimentos que apresentaram potencial de risco agudo na pesquisa mais recente. Na rodada anterior (2016), o maior potencial de risco agudo apareceu em laranja, abacaxi, couve, uva e alface. Em rodadas anteriores, alface, morango, tomate e mamão foram listados.
 
Uma inovação da última pesquisa foi verificar também o risco crônico desse uso (efeitos por uso prolongado). O potencial de risco crônico foi considerado inexistente nas mais de 15 mil amostras de 28 alimentos coletadas entre 2013 e 2018.
 
Vale saber
Das 23% amostras de 2017 e 2018 onde foram vistas inconformidades:
- 17,3% tinham resíduos de ingredientes ativos não permitidos para aquela cultura;
- 2,3% tinham ingrediente ativo acima do limite permitido;
 0,5% apresentaram ingrediente ativo proibido no país;
- 2,9% tiveram mais de um tipo de inconformidade (2,9%)
Fonte: G1    

 

 
“Se você pode controlar a sua comida, você pode controlar o seu destino.”
Sean Sherman, chef norte-americano de origem Sioux