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Comida afetiva e comida-conforto são duas traduções possíveis para o termo em inglês comfort food. Não existe exatamente uma regra para classificar uma comida do tipo: pode até ser pão com manteiga, assim como pode ser um estrogonofe. 
 
O que define essa escolha é a capacidade do preparo de fazer uma associação positiva para quem está comendo. Pode ser a associação a um momento – geralmente a infância –, ou a uma pessoa – "a comida da vovó", por exemplo –, ou até a um lugar – como um restaurante onde se pedia sempre o mesmo prato. 
 
A comfort food seria responsável por trazer conforto psicológico e emocional. A escritora Maya Angelou já declarou que "a melhor comfort food sempre será: verduras, pão de milho e frango frito". Apesar da salada incluída nessa escolha, vale avisar que a comida afetiva está associada, geralmente, a preparos calóricos. 
 
Esse é um ponto importante para os cientistas, pois uma das controvérsias do poder de afeto da comida é que, para parte das pessoas, logo após sentir-se consolada, vem a culpa por ter exagerado nas calorias, por exemplo.
 
A outra controvérsia apontada pela ciência é que a indústria alimentícia rapidamente adotou o termo para vender comida altamente processada, cheia de aditivos químicos e com maiores teores de sal e açúcar – ou seja, pouco saudável –, e que quase nada tem a ver com os preparos caseiros que fizeram a comfort food se tornar uma categoria própria, e de gosto muito peculiar.


Os estudos também mostram que a escolha da comfort food muda de país para país e de geração para geração (os mais velhos, por exemplo, costumam eleger a canja de galinha). 
 
O gênero também tem influência sobre a escolha. Para mulheres, sorvete, chocolate e cookies estão no top 3 (olha a indústria alimentícia aí!), enquanto homens preferem sorvete, sopa e, em terceiro lugar, pizza ou massa.
 
Outra descoberta curiosa, segundo um estudo feito no ano 2000 com 1.000 indivíduos nos Estados Unidos, é que mulheres tendem a escolher a comida afetiva em momentos de tristeza, enquanto os homens a escolhem como recompensa por um objetivo alcançado. 
 
Não deve ser à toa que a revista norte-americana Food & Wine colocou a comfort food como tendência gastronômica para 2021. Com os desconfortos causados pela vida na pandemia, e as quarentenas prolongadas em muitos casos, chefs se viram incluindo no cardápio – com sucesso – itens como o mac'n'cheese, um macarrão com molho de queijo que remete à infância de muita gente por lá.
 
Com tudo isso de informação em mãos, agora você já sabe: sua comida afetiva pode até ser calórica, desde que seja bem preparada, com ingredientes que são comida de verdade. Basta não exagerar.
 
Em tempo: que tal a polenta com ragu de pastrami caseiro da foto? Feita com ingredientes 100% orgânicos e de preparo artesanal, ela tem alto potencial de conforto! Confira o prato no nosso cardápio.

 


"Para mim, comfort food é o prato de que preciso agora. Às vezes é um hambúrguer, ou ovo quente e torradas com manteiga, como a minha mãe preparava quando eu ficava resfriado."
Anthony Bourdain, chef e autor de gastronomia