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Em 2013, um dos melhores restaurantes do mundo, o Noma, que fica na Dinamarca, vivia seu auge. Era preciso fazer reserva com três meses de antecedência, e havia uma possibilidade real de ganhar, a qualquer momento, a terceira estrela Michelin – o cobiçado aval do guia para os que exibem excelência culinária. 
 
Mas um descuido na cozinha quase colocou tudo a perder. Um dos cozinheiros ficou doente e enviou um email ao superior avisando do ocorrido. O email não foi visto e a cozinha seguiu com o serviço de sempre. E então, o pior aconteceu: a contaminação cruzada. Mais de 60 clientes relataram vômito e diarreia, que são sintomas claros de gastroenterite, uma infecção no revestimento do estômago e dos intestinos grosso e delgado. A causa: ingestão de alimentos contaminados.
 
O incidente se transformou imediatamente em notícia internacional. Como consequência, o chef precisou correr atrás do prejuízo, transformando seus processos internos. O site do restaurante exibe, até hoje, um link para o relatório de inspeção sanitária atualizado.
 
Se a contaminação cruzada pode acontecer em um restaurante duas estrelas Michelin – onde, esperava-se, o cuidado com a manipulação dos alimentos seria exemplar –, ela pode acontecer na sua casa também.
 
A contaminação cruzada acontece quando há transferência direta ou indireta de micro-organismos de uma fonte contaminada a um produto não contaminado. Isso acontece em três etapas: da fonte da contaminação para o intermediário, e do intermediário para o alimento que vai ser consumido. O intermediário geralmente é a mão de uma pessoa doente, ou um utensílio, ou um equipamento de cozinha. 
 
Confira a seguir orientações para evitar a contaminação cruzada:
 
. É preciso lavar as mãos antes de cozinhar e durante também: depois de pegar em carnes, casca de ovo, maçaneta da porta, telefone celular etc.
. Por isso, mantenha sempre limpos: torneira da pia e do filtro de água; botões do fogão; porta da geladeira...
. Troque o pano de prato com frequência – diariamente, se você cozinha todos os dias, ou depois de três a cinco dias de uso.
. Lave a esponja (bucha) de pia com frequência. Mantenha uma exclusiva para copos.  
. A tábua de corte é um intermediário famoso nos casos de contaminação. Na tábua que se cortou as carnes, não se cortam alimentos que vão ser consumidos crus. Tampouco se cortam hortaliças não higienizadas (porque serão cozidas) e depois as que serão consumidas cruas. O mesmo vale para a faca. O ideal é ter uma tábua para carnes e outra para legumes.
. Depois de cortar carnes, não demore a lavar com sabão e água corrente os utensílios que entraram em contato com o produto cru. Se tiver água quente, use; do contrário, ferva água e dê um banho final nos itens usados, se quiser se certificar da limpeza.
. Prepare uma solução de água + hipoclorito de sódio para higinizar as hortaliças (frutas, verduras, legumes) que serão consumidas cruas.
. As sobras de alimentos devem ser consumidas em até 3 dias e devem ser cozidas adequadamente, para que o calor elimine possíveis contaminações. Não reaproveite essa segunda sobra.
. Não consuma alimentos com data de validade vencida.
. Não coloque na mesma sacola de mercado ovos e carnes (a casca do ovo é porosa e sujeita à contaminação).
. Se estiver doente, use máscara quando for cozinhar e redobre os cuidados de higiene das mãos.
. Só consuma alimentos crus em restaurantes que você confia.
 


"Os alimentos que você ingere podem ser remédio ou veneno."
Ann Wigmore, pesquisadora lituano-americana, defensora da dieta crudívora