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Comer é bom - bom até demais. Mas algumas pessoas desenvolvem uma relação ruim com a comida, que vai desde a compulsão alimentar, passando pela gula e pela culpa, até a ortorexia, uma condição em que a preocupação com o comer de forma saudável - por exemplo: sem sal, sem açúcar, sem gordura, sem carne, sem lactose, sem glúten - excede a normalidade e leva a problemas de saúde como má nutrição. Nem oito, nem oitenta, certo? 
 
Algumas dessas condições são resultado de uma alimentação mal conduzida na infância. Um exemplo? Até há pouco tempo, a introdução alimentar das crianças era feita com papinha liquidificada. Hoje em dia, já se sabe que, mesmo sem ter todos os dentes, o bebê a partir dos seis meses é capaz de mastigar alimentos previamente amassados com o garfo. E por que isso importa? Porque sentir as texturas desde sempre evita que se recuse um alimento justamente por causa de sua textura. Oferecer os alimentos servidos separadamente no prato é outra boa prática: o bebê sente o sabor de cada um deles, e vai entendendo como eles se misturam.
 
Já maiores, as crianças podem e devem ser expostas a sabores ditos não convencionais: por que não oferecer o amargo do jiló e da rúcula, o azedinho do limão, o ardido do agrião? Se esses alimentos já fazem parte do cardápio da casa, é mais provável que a criança seja exposta a eles mais vezes e, assim, se acostume e passe a gostar desses sabores. Privá-las dessa experiência, imaginando previamente que elas não gostarão do que estão comendo, é um passo enorme para criar restrições que não existiriam sem a interferência do adulto.
 
Em tempo: se o seu filho não gosta de legumes, é possível brincar de trouxinha de alface (ele enrola a comida na folha, o que deixa a refeição mais divertida). optar por rolinhos com couve ou repolho, ou mesmo versões de arroz à grega, com os legumes picados.
 
Outro aspecto importante das refeições com crianças parece uma dica óbvia, mas tem se mostrado um hábito cada vez mais raro: comer junto, na mesa posta, sem aparelhos eletrônicos ligados (isso distra e descontecta a criança da própria fome e do ato de mastigar bem e provar sabores), pelo menos em uma refeição do dia, é muito importante. Essa prática comunica ao bebê e à criança que aquela é a hora de comer, que comer é prazeroso, que é um ponto alto da família reunida. Procure excluir os sucos e demais bebidas adoçadas e acostume a família toda a beber água durante as refeições.
 
Tudo fica ainda melhor se a hora de comer junto se mostrar alegre: de bate papo leve entre crianças e adultos, em que se comenta sobre o que foi servido e como foi cozido. “Adoro polenta mole”. “Ficou bom esse arroz com brócolis, né?” “Quem quer gnocchi de mandioquinha?”. Naturalmente, os pratos ganham nome e a criança se familiariza com tudo o que envolve o ato de comer. Ela vai perceber que algumas pessoas gostam assim e que outras gostam assado (e tudo bem); que alimentos mudam de sabor conforme o modo de cozimento; que novos pratos entram no cardápio; que é gostoso poder provar novos sabores e combinações… E assim por diante. 
 
Outra dica importante é descobrir o tamanho da porção ideal para que o seu filho fique bem alimentado: algumas crianças precisam de muito pouco, e isso pode ser absolutamente normal para ela. Forçar uma criança a “raspar o prato”, ou barganhar a sobremesa, são hábitos que levam a uma relação de inimizade com o momento da refeição. Bom apetite por aí!
 

 

“As crianças deveriam aprender a cozinhar na escola, e não apenas a passar o dia falando sobre nutrição. Boa comida pode ser feita em 15 minutos.”
Jamie Oliver, cozinheiro
 


Fontes: Guia Alimentar para a População Brasileira e Instituto Pensi