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O cinema ama falar de gastronomia – sorte de quem gosta de cinema, e de gastronomia. Filmes em que a comida ganha espaço nobre podem ser dramáticos, engraçados, tensos… A maioria deles é absolutamente inspiradora: seja porque dá vontade de entrar na cozinha, seja porque apresentam pratos de dar água na boca. É o caso destes três títulos de estilos, décadas e culinárias diferentes. 
 


A Festa de Babette, 1987
Refugiada, a parisiense Babette vai trabalhar como faxineira e cozinheira na casa de duas irmãs, filhas de um pastor que fundou um vilarejo religioso e afastado da civilização no litoral da Dinamarca. Anos depois, quando fica sabendo que seu bilhete de loteria foi sorteado, Babette, que até então respeitava as tradições gastronômicas locais, oferece um autêntico jantar francês. A chegada dos ingredientes provoca falatório na comunidade, acostumada a preparos simples e repetidos à exaustão. O cardápio de Babette é uma festa para os olhos, com vinhos e champanhes de excelente qualidade. Delicada e precisa, ela prepara blinis com caviar e até sopa de tartaruga, em um banquete cheio de significado. Com espaço para drama e humor, o filme tem belos preparos, mas também fala sobre a relação entre prazer e austeridade, luxo e simplicidade, e também sobre vocação, liberdade e religião.

 

 
Comer, beber, viver, 1994
O que a gente não faria para ser um convidado das refeições de família do chef Chu? As cenas iniciais deste filme, dirigido pelo premiado Ang Lee, são inesquecíveis: uma sequência do preparo do melhor da cozinha chinesa em ritmo de tirar o fôlego: tem peixe, frango, pato; tem facas usadas em alta velocidade, massas caseiras, fogo alto, forno artesanal e muito vapor. Entre cenas de cozinha enérgicas e banquetes familiares, o espectador acompanha os dramas e a vida amorosa das três filhas solteiras que ainda moram com o pai, que é o respeitado chef em questão, praticamente aposentado.
 


O Sushi dos Sonhos de Jiro, 2012
Jiro Ono tem mais 90 anos e ainda está na ativa, preparando sushis no seu mundialmente famoso (e minúsculo) restaurante Sukiyabashi Jiro, que fica em uma estação de metrô de Tóquio, no Japão. O personagem principal deste documentário não apenas ama o seu ofício, mas tem um compromisso de vida com ele: o de se aperfeiçoar e, incessantemente, buscar a excelência, com total dedicação. No Japão, há um nome para esse tipo de profissional ou artista: shokunin. Essa relação com o preparo do alimento – que vai da escolha no peixe no mercado até a recepção do cliente, passando por inúmeras etapas e detalhes invisíveis a quem consegue um lugar no disputado balcão –, é altamente inspiradora, principalmente para nós, ocidentais. A trilha sonora de bom gosto – música clássica na maior parte do tempo – ajuda a deixar as cenas que envolvem comida ainda mais grandiosas.

 

 

“Deixe a arma. Pegue os cannoli."
Peter Clemenza (Richard Castellano) em O Poderoso Chefão (1972)